A escolha do nome do bebê parece ser algo completamente acessório diante da explosão de felicidade que se vive ao se descobrirem "grávidos", pai e mãe. Mas calma. Nem tão ao mar, nem tão à terra. A escolha do nome do bebê também pode revelar uma história curiosa.
O nome de Olivia foi escolhido muitos anos antes de ela nascer. Ainda éramos namorados. Estávamos na praia, em Fortaleza, e conversávamos animadamente sobre a maternidade. Assim mesmo, sem mais nem menos, sem pé nem cabeça é que os assuntos surgiam para nós. E era mesmo um grandessíssimo "sem vê nem pra quê", pois ainda nem pensávamos em ter filhos naquela época!
Falávamos, enfim, da quantidade de filhos que cada um gostaria de ter quando entramos no assunto dos nomes. O namorado, hoje maridão, foi logo despejando seu repertório de nomes de meninos. E contou-me uns nomes mais doces e outros mais fortes.
Eu também lhe falei dos nomes de meninos que me rondavam a cabeça à época. Lembro-me de que uns eram mais sérios que outros. Sérios, assim, quase nomes de adulto mesmo.
"E se tivéssemos uma menina, que nome ela iria ter?!", perguntei, tentando surpreender o menino que pensava em ser pai um dia. Ele se pôs a pensar por alguns instantes. Eu também comecei a pensar num nome de menina.
De repente lembrei-me de um nome que eu já pensava havia um tempo, e que me pareceu tão bacana naquela hora. Fiquei feliz por ter me lembrado de um nome que eu sempre achei tão bonito. E esse pensamento foi tão forte que falei o nome alto, quase que sem nem pensar se o namorado iria gostar ou não. "Olivia!", eu disse, quase gritando.
Mas, opa! Como? No mesmo instante em que eu falei o nome que eu achava interessante para dar às meninas, ele também falou a escolha dele. "Mas qual foi mesmo o nome que você disse, que eu não consegui ouvir direito?", perguntei-lhe. "Olivia!", disse ele, boquiaberto de surpresa pela coincidência.
Olivia foi o nome que dissemos os dois, ao mesmo tempo! Era isso mesmo: para nossa enorme surpresa tínhamos a mesma escolha quanto ao nome de menina! Ficamos tão surpresos e felizes e animados e confusos - assim, tudo ao mesmo tempo - que por alguns instantes permanecemos em silêncio, olhando um para o outro, como que sem entender direito o que se passava.
Nos divertimos um bocado com aquela coincidência insólita durante todo o dia, sem perceber no entanto a magnitude daquele papo descompromissado.
Quando engravidei de Olivia, quase onze anos depois de toda aquela conversa sobre bebês e seus nomes, não nos lembrávamos mais dessa história. Em busca de um nome pra nossa filhinha linda que chegaria dali a alguns meses, entramos em sites de internet que descreviam o significado de cada nome. Além disso, perguntamos aos amigos e familiares mais próximos sugestões de nomes para a nossa pequenina.
Certo dia, assim como um estalo ou uma epifania, nos recordamos dessa história, de quando éramos mais jovens, recém-saídos da adolescência. E rimos à beça passeando pelos caminhos da nossa memória. No final das contas ficou decidido: iria chamar-se Olivia, a pequena. Mas avisar a família e os amigos dessa decisão não foi fácil.
Uns diziam que era nome estranho demais. Muito formal e pouco popular, talvez. Afinal, não estava mesmo na moda. Outros, tentavam nos dissuadir da decisão argumentando que era nome de personagem feia de desenho animado antigo.
De nada adiantaram os apelos. Decidimos pelo nome mais refinado, delicado e feminino que encontramos. Além disso, gostamos da história da escolha dele, que nos faz lembrar da nossa própria história!
Que lindo!!!!!!!!!! É tão gostoso ler sua própria vida que confesso não ter condições de comentar sobre isso. Sabe aquelas histórias que deixa a gente boquiaberta? típicas de histórias de sucesso que merecem filme, romance ou novela. Pois bem foi assim que me senti ao lê-la. que delícia de vida a sua, Luana. Parabéns, querida! com toda certeza do mundo vc merece tal vitória e felicidade de ter coisas assim para contar pra gente. Eu também tenho a minha: o nome Maria Luiza nunca passou pela minha cabeça, mas gostava muito de Malu. Dizia até que meu futuro marido diria aos amigos: "Malu e Ceila foram viajar e só voltam na próxima semana". Quando engravidei pensei nas mulheres que mais admirava na vida: minha avó era uma delas e chama Ana Luiza, uma mulher forte que foi responsável por muito daquilo que sou. Então, queria homenageá-la. Mas e minha mãe? responsável por tudo aquilo que sou? Maria Inez é o nome da minha mãe guerreira. então, foi fácil chegar no Maria Luiza. Assim que a barriga começou a apontar colocava a canção de Tom Jobim com a neta: Maria Luiza. Meu marido sempre acompnhou essa trajetória e também aprendeu a admirar a combinação dessas mulheres na minha vida. Assim batizamos Maria Luiza e Malu logo que ela tornou-se real na nossa vida e transformou nossas histórias. bj grande e até próxima!
ACHO QUE ESCOLHER O NOME DO MEU FILHO,FOI UM POUCO MAIS ESPIRITUAL.SEMPRE OUVI DIZER QUE SOMOS NOS QUE ESCOLHEMOS NOSSOS NOMES ANTES MESMO DE NASCER.
SEMPRE ME IMAGINEI TENDO UMA FILHA,E JA TINHA O NOME DELA NA PONTA DA LINGUA.QUANDO SOUBE Q VINHA UM MENINO,FIQUEI MEIO PERDIDA.COMPREI VARIOS LIVROS,PASSAVA HORAS NA INTERNET PROCURANDO NOMES,A FAMILIA TODA DAVA PALPITES,ALGUNS EU ATE GOSTAVA,FICAVA COM ELE NA CABEÇA POR UM TEMPO,DEPOIS ESQUECIA. NUNCA ME EMPOLGUEI COM NENHUM.
JA ESTAVA COM QUASE 9 MESES,E AINDA NAO TINHA UM NOME.
ACHAVA Q IA PRA MATERNIDADE SEM TER UM NOME PRO MEU FILHO.
ENTÃO,DO NADA UM DIA ACORDEI E A PRIMEIRA PALAVRA QUE VEIO NA MINHA CABEÇA FOI THÉO.NAQUELE MOMENTO TIVE CERTEZA DE QUE MEU FILHO QUEM TINHA ESCOLHIDO,E EU NÃO PODERIA DEIXAR DE ATENDE-LO.
BEIJOS A TODAS
Que linda a sua história também, Ceila! "Ceila e Malu foram viajar.." foi uma das partes que mais gostei! :-) Achei lindo você já gostar de um apelido e conseguir construir uma homenagem. E assim todo mundo saiu ganhando: avó (bivó da Malu), mãe (vó da Malu), você e a própria Malu!!! É gostoso relembrar esses momentos, né?! O nosso momento "a escolha do nome" foi tão fantástico - convenhamos que Olivia é um nome bem incomum - que às vezes pensamos que a gente deve ter sonhado, imaginado tudo isso, sei lá. Mas o mais delicioso é acompanhar essas mocinhas lindas crescerem e se desenvolverem a cada dia. Beijos enormes pra você e pra Malu!!! Ah, e abraços a D. Maria Inez e D. Ana Luiza também :-)
Obrigada, Luana , engraçado que quando li seu primeiro desabafo pensei que nome lindo: Olivia. E agora que acordei com essa nova manchete no site comecei a dar risadas sozinhas...coincidencias malucas, né! Agradeço carinho. Beijo grande pra vc, olivia e família. Minha avó faleceu em 2006, quando a Malu ainda era bebê, mas ainda cultivo a vida que eu e ela tivemos para Malu, que conhece muito bem minha mestra. Minha mãe receberá sim seu carinho já que hoje ela está aqui em sampa para comemorar o aniversário dela, no domingo, dia 24 de agosto...perto do da malu, no dia 19 de agosto...obrigada pela conversa e até próxima!
Lara, querida, enfim, te achei aqui na rede. não sabia dessa história linda do Theo. ele realmente caiu do céu em todos sentidos. parabéns pelo anjo que mudou sua vida, minha amiga e até mais! afinal, quando vou ler seu desabafo aqui ou ver um blog seu na web?
Nossa, até me emocionei! Que linda a sua história. Acho muito importante a escolha do nome e a gente só se dá conta disso quando vira mãe. O meu filho tem um nome duplo, coisa que muita gente detesta: Pedro Joaquim. Joaquim era o nome do meu pai, que faleceu de repente em 2006, fato que me deixou com vários pontos de interrogação na cabeça. Achei que ele merecia essa homenagem pois ia adorar ser avô. E Pedro tem os olhos do vovô Joaquim! Lindo o nome da sua filhota!
oi luana, primeiro vc tem toda razão o nome olivia é lindo mesmo;) adorei seu comentário no meu desabafo dos primeiros passos, tenho certeza que daqui a pouco a sua olivia vai estar te dando essa mesma alegria...curte bastante;) e obrigada pela dica do que fazer em casa...bjs e tudo de bom para vcs
Olá Luana. Vi somente hoje a chamada para o seu desabafo no início do site... Olívia é ótimo!!! Mas o que mais curti ao ler o seu texto (achei que vc escreve muito bem) foi a riqueza de detalhes com que você transmitiu-nos de fato a sensação que tiveram, vc e seu marido, ao dizer o nome juntos... parece coisa de filme mesmo, um momento mágico, tenho certeza.
O nome do meu pequeno Caio José significa "aquele que acrescenta alegria". Caio é alegria e José aquele que traz, que acrescenta... demoramos a escolher o nome, já estava com 9 meses e me sentia de consciência pesada por estar tão perto de recebê-lo, com tudo pronto e nada do nome. Mas, num almoço casual, meu marido e eu (depois de muito ouvir sugestões e até treinar com nossos sobrenomes os mais distintos nomes que achávamos nas listas) chegamos a conclusão de que Caio era lindo, curto, forte, alegre como sua definição. Mas a gente achava que faltava algo e eis que - de repente - meu marido disse: José... e a gente ficou repetindo o nome composto (sendo que eu nunca quis nome composto!)... ficou tão sonoro, pra gente parecia perfeito. Quando chegamos em casa, animadíssimos, fomos checar os significados e nada poderia ter sido mais acertado!! Consideramos que foi coisa de Deus mesmo e saiba (saibam, caso outras mães venham a ler), o nome escolhido traz muita influência para a personalidade e vida de nossos pequenos. O nosso CJ é feliz demais, ri, sorri, gargalha desde o primeiro mês, literalmente acrescentou mais valor e felicidade em nossas vidas, além de irradiar alegria por onde passa. Quando saímos à rua para passear, diariamente, as pessoas me param para conversar com ele, porque ele sorri e as pessoas querem retribuir e/ou se sentem agraciadas. é muito gostoso!!! E o melhor é, além de ver que todas temos nossos momentos de encontro com o nome ideal, a chance de compartilhar aqui nossas experiências e emoções. Um abraço. Tiffany
É muito prazeroso ler um texto desses, tão delicioso que encanta em seus muitos detalhes. A leitura flui com facilidade trazendo grandes emoções. Sinto-me orgulhosa de saber que existem jovens cabeças pensantes neste país. Um texto que estabelece diálogos partilhando segredos.
A escolha do nome Olívia, num primeiro instante achei esquisito, um nome antigo, fora de moda, ao mesmo tempo um nome forte, elegante, inteligente e de personalidade, mas quem faz o nome não é a pessoa? E quando li o porque da escolha do nome, me agradou de sobremaneira. E toda escolha de nome tem uma estória.
A escolha do nome de minha filha foi no apogeu dos anos 70, precisamente na segunda metade da década, época caracterizada pela ditadura militar com repressão, torturas e censuras a quaisquer críticas ao governo, qualquer oposição política e intelectual especialmente aos que eram de linha maxista ou comunista. Época da crise do petróleo onde houve o crescimento das revoluções comportamentais da década de 60. Época em que se caracterizou também pela contestação dos costumes. Lembro-me que eclodiram nesta época os movimentos musicais do Rock and Roll e das discotecas. Na moda o estilo era o hippie, com colares de contas miçangas e bijuterias étnicas, roupas artesanais, materiais naturais e tinturas caseiras. Por causa da repressão do Regime Militar brasileira, houve um corte abrupto das experiências musicais baseado num intenso debate político-ideológico, surgindo a MPB que sintetizava a busca de uma nova canção que expressasse o Brasil como projeto de nação idealizado por uma cultura política influenciada pela ideologia nacionalista-popular e pelo ciclo de desenvolvimento industrial. Daí foi consolidando as imagens de “modernidade”, “liberdade”, “justiça social” e “ideologias socialmente emancipatórias”. O final desta década de 70 coincide com a fase da “abertura” política do regime, influenciando a MPB que teve na década de 60 e 70, forte penetração de uma nova concepção na formação sociocultural da massa. Coincide também com a volta dos exilados (Chico, Caetano e Gil).
Isso tudo, naquela efervescência de fazer ver que EU fazia parte da massa “pensante” e progressista deste país, para manifestar que EU era engajada politicamente, para demonstrar que EU tinha declarado a “liberdade de minha expressão”, EU desejei na escolha do nome de nossa filha manifestar e externar meu engajamento político ao mesmo tempo querer parecer romântico e inteligente, queria EU um nome que lembrasse um lugar distante como numa fantasia (Luanda – um país da África), lembrando também uma remota música de Caetano Veloso que era teen, o romantismo da Lua e o mistério como suspense da revelação. Escolhi o nome de minha filha de LUANA. Sim a Luana, mãe de Olívia, minha neta.